Troca – troca
A primeira a chegar por essas bandas da terra da noz foi a Preta, e logo depois a Re. A Preta conheceu o Mathieu no alojamento e apresentou ele pra Re. No ano seguinte chegaram a Lívia e a Cris, que foram apresentadas ao Mathieu pela Re. No final do ano uma amiga delas, a Evi, começa a namorar o Mathieu. Voltam Preta, Lívia e Cris pro Brasil, volta Evi pra Alemanha, e chegam eu e Deca, que também fomos apresentadas ao Mathieu, e à Evi, quando ela vinha visitar ele por aqui. Durante os seis meses que passei no Brasil antes de vir a segunda vez, a Evi mudou pra cá pra morar com o Mathieu, e eu descobri nessa menina fofa uma grande amiga nesse ano passado. Amanhã de manhã o Mathieu pega um avião pra ir pro Brasil trabalhar um ano, e sexta feira eu ajudei a Evi a fazer mudança pra republica da Deca.
Ficar longe de quem a gente gosta é f…, mas é possível de ser levado adiante. Meu coração fica apertado só de pensar nos dois. Jurei pra ele que vamos cuidar dela. Claro que vamos.
E agora peço à vocês que moram em Sanca City que cuidem dele, porque o moço é uma das peças mais raras produzidas na França, e vai trabalhar com o Tramonts. Ele quase já fala português, e entende praticamente tudo!
O mundo é muito pequeno. E mesmo assim eu nao consigo abraça-lo.
Fim de semana programado pelo Jean Loup
Trabalhar até tarde na sexta – viagem de carro de 3 horas – neve na estrada (a primeira do ano!) – chegar às 23:30hs – quase encontrar um javali – jantar numa sala no meio do mato, normalmente usada para abrigar caçadores – fogo na lareira – costela de carneiro grelhada, vinho, pão e queijo de cabra – cerveja e hino do caaso às 3:30 da manha com vista pra uma falésia – dormir quase 3 horas – acordar cheirando chaminé, sem terminar a digestão e ainda com álcool no sangue – torrada com tomme de chèvre derretido e mel no café da manhã– encontrar um nascer do sol maravilhoso e finalmente ver a paisagem de onde eu estava – outono! – vinhedos, lavandas, vinhedos, oliveiras, vinhedos, cerejeiras, vinhedos – rally … é, rally mesmo – comer poeira – ficar boa parte do dia sem água nem comida – conhecer o tal do vento mistral (numa palavra: pqp!) – encontrar água, biscoito e chocolate – mais rally – visita e degustação de vinhos em 3 caves, com estomago vazio e poeirenta – mais costela de carneiro! – sonooooo….. – acordar de novo às 6:30 da manhã – mais rally – passear pelos vinhedos e comer uvas do domaine do chateauneuf du pape – almoçar! – mais rally – mais uma visita e degustação de vinhos – socar tudo no carro e voltar pra grenoble cinzenta – chegar morta de cansaço, com olheiras enormes e nariz vermelhinho, mas com o sol do sul no coração, por um fim de semana surpreendentemente legal.
