… saúde!
Há tempos tem uma onda de gripe super forte aqui por esses lados. A primeira atacada foi a filha do chefinho, tadinha, ficou bem mal por uma semana. A Gaëlle também foi vitima, e ficou dois dias sem trabalhar. A pior de todas foi a mulher do chefinho, que ficou 8 dias de cama. Assim, eu nunca tinha visto gripes tão fortes. Inevitavelmente eu estava só esperando a minha vez.
Até fiz reflexões interiores sobre a gravidade do negócio, se é realmente um super vírus ou se é nóia dos franceses. Porque o clima é meio que de ‘calamidade publica’; com noticia na tv e na radio com conselhos de saúde: cobrir a boca quando for espirrar, lavar as mãos com freqüência, etc. Tipo, não é simplesmente bom senso tudo isso? Coisa que mãe ensina quando a gente é pequeno? Mas talvez seja mesmo necessário, num país onde muita gente não lava a mão depois de ir ao banheiro e guarda no bolso lencinho de papel que usou pra assoar nariz, pra poder usar de novo.
Anyways, aqui estou eu, resfriada o bastante pra querer ficar quietinha, mas não grave o suficiente pra deixar de ir trabalhar amanhã. Isso é sorte?
…
* eu já vejo o olhar torto da Ju lendo esse post!
Espelho meu…
Feliz que nem criança, hoje fui usar meu suado dinheirinho em prol da minha saúde. Um dia depois das férias, do nada, olhei minhas panelas e constatei que já não dava mais. Uma, esmaltada, já estava começando a riscar há um tempinho, e ficava a voz da minha mãe na minha cabeça: cuidado, se riscar tem que jogar fora. E riscou de vez… queimou também, alias. E daí a outra, antiaderente, tinha literalmente f-u-r-o-s, desníveis estrondosos, dava pra ver pontinhos brilhantes espalhados pela superfície pretinha! Creeedo…
E taí o resultado:
Não é de encher os olhos de vó? Tenho certeza que a minha ia gostar!
Troca – troca
A primeira a chegar por essas bandas da terra da noz foi a Preta, e logo depois a Re. A Preta conheceu o Mathieu no alojamento e apresentou ele pra Re. No ano seguinte chegaram a Lívia e a Cris, que foram apresentadas ao Mathieu pela Re. No final do ano uma amiga delas, a Evi, começa a namorar o Mathieu. Voltam Preta, Lívia e Cris pro Brasil, volta Evi pra Alemanha, e chegam eu e Deca, que também fomos apresentadas ao Mathieu, e à Evi, quando ela vinha visitar ele por aqui. Durante os seis meses que passei no Brasil antes de vir a segunda vez, a Evi mudou pra cá pra morar com o Mathieu, e eu descobri nessa menina fofa uma grande amiga nesse ano passado. Amanhã de manhã o Mathieu pega um avião pra ir pro Brasil trabalhar um ano, e sexta feira eu ajudei a Evi a fazer mudança pra republica da Deca.
Ficar longe de quem a gente gosta é f…, mas é possível de ser levado adiante. Meu coração fica apertado só de pensar nos dois. Jurei pra ele que vamos cuidar dela. Claro que vamos.
E agora peço à vocês que moram em Sanca City que cuidem dele, porque o moço é uma das peças mais raras produzidas na França, e vai trabalhar com o Tramonts. Ele quase já fala português, e entende praticamente tudo!
O mundo é muito pequeno. E mesmo assim eu nao consigo abraça-lo.
Cara lavada
Há meses estou com a cabeça longe. Longe de tudo que seja prático e palpável. Criei uma realidade que não existe, uma fantasia de criança e resolvi viver fora do concreto.
Nesse sonho, me relacionei com o nada. Tive conversas intermináveis, risos, confidências e até brigas. Como resposta, tive o vazio. A lembrança de que o sonho nunca saiu da minha cabeça e atingiu seu destino. Que não houve troca.
No meio tempo me perguntava se poderia acreditar em meus instintos. Queria que eles fossem reais. Mas no fundo sabia que nunca tive uma intuição muito boa.
ONCE UPON A TIME…
… there was a girl. Just a girl.
Tai, criei meu blog. Pensei que este dia chegaria bem mais tarde. Mas deixei de lado as idéias de que não tenho nenhuma observação filosófica inédita pra ser publicada, e resolvi escrever sobre o nada cotidiano, mesmo. Como todo mundo, né? Que seja como desabafo, que seja uma maneira de deixar pessoas queridas mais à par da minha vida, whatever… Sem maiores pretensões.
