Cheguei
Então… mudei, né.
Não posso dizer que estou completamente instalada, porque a reforma esta pela metade, eu to dormindo no quarto que não é meu, vaarias caixas espalhadas por todo canto… mas tudo bem!
Estou adorando apagar luzes de cômodos diferentes, sair correndo pra atender telefone, realmente an-dar pelo apartamento.
Ela dizia que minha casa na Terra do Nunca parecia uma mata atlântica, de tanta planta que eu tinha. Então, aqui não ta diferente não, viu? Já tinha meus três vasinhos modestos, mas ganhei roseira, framboesa, laranjeira, hortênsia, palmeirinha e outras verdinhas da Re amiguinha, que foi pra Holanda. To me sentindo “a” dona da casa, regando as plantas depois do café da manhã. Gente, e poder colocar uma blusinha de molho no sol, pra tirar mancha? Um luxo total de espaço. Só é pena que não funcionou, talvez o sol daqui não seja tão forte…
Ok, desviei do assunto.
Bom, era só pra restabelecer contato, dizer que está tudo bem e que agora prometo cuidar desse meu canto aqui com mais freqüência.
A foto é da internet, então não da pra ver as plantinhas na varanda, mas depois coloco uma outra. Esse é meu prédio:

Sobre fotos e ninhos
Faz um ano e meio que eu moro no mesmo alojamento estudantil. Lembro que quando cheguei no ano passado, ter um lugar aqui era o meu sonho de consumo. Duas semanas depois, tive direito à chave do meu quartinho. Tudo novinho, um banheiro só meu, uma (micro) cozinha só minha, perto do centro. Cuidei muito bem desse meu cantinho. Colocar fotos nas paredes é pra mim sinônimo de demarcação de território; por isso tinhas varias carinhas de pessoas queridas ao meu redor.
Daí teve o vizinho barulhento, e eu mudei pro andar de cima, mas o quarto era igual. Foi uma mudança em menos de 20 horas – contando as horas que dormi. Nunca consegui recolocar as fotos nas paredes.
E acho que desde então foi virando uma bola de neve. É claro que tem vários fatores que implicaram uma mudança, mas eu já não gostava mais tanto do meu canto. Hoje eu tenho consciência disso. Me permito saber isso. Exatamente porque estou me mudando de novo. Dessa vez, pra um apartamento normal, com cômodos separados! Arranjei pessoas pra montar uma republica. E estou super animada em sair daqui. Faz duas semanas que eu tenho a chave, mas ainda não mudei porque falta pintar o meu quarto. E finalmente vamos fazer a pintura nesse fim de semana. Depois, terei todas as tardes* da semana pra ir levando minhas coisas, arrumando meu novo ninho. Taaaao diferente da ultima mudança!
Estou adorando cuidar de todas as burocracias da minha casinha. Água, luz, gás, telefone, seguro, pintura, mudança, faxina etc.
E daí durante esse fim de semana, eu estava fazendo faxina nas fotos do computador. Acho que passei 3 horas deliciosas sem nem perceber. E me lembrei de uma reportagem que li no começo do ano, sobre como começar bem o ano, etc, aquelas coisas de revista feminina. Mas uma coisa me marcou. Eles diziam que é bom ter fotos por perto, pra gente lembrar de momentos bons e do por quê estávamos felizes naquela época.
Ok. Dessa vez não vou deixar passar. Prometo uma parede inteira do meu quarto pras minhas boas lembranças – doações serão bem-vindas. Pra começar com o pé direito.
* ah, é, tem esse detalhe também. Estou trabalhando meio-período esse mês. Tirando o detalhe que só vou ganhar por esse meio-período também, ta sendo ótimo ter um tempinho a mais.
Entregue?
Eu tenho uma atitude reservada quanto a resultados que eu espero muito, quero ou preciso. Sempre fico meio esperando o pior, numa tentativa de não cair (muito) do cavalo se a resposta não for o que eu esperava.
Até onde isso é realmente autopreservaçao? Esses dias fiquei pensando se não é negatividade desnecessária rondando a minha cabeça.
Amanha vou finalmente entregar um dossier importante, cuja resposta só vai sair daqui a alguns meses. Já li e reli, revistei tudo, estou me dopando pra tentar conseguir dormir e meu estomago já está doendo.
Por que tem que ser assim?
Eu queria ter a leveza de espírito da Pri. Ligar o phodasse completamente. E conseguir dormir.
Vou tentar me acalmar, pensando que forças superiores cooperam para o andar do mundo, e que o melhor vai acontecer. Assim, entregar pra Deus. Tirar esse peso de mim.
E, enquanto isso, preciso começar a estar do meu próprio lado. Como bem disse um anjo loiro, “se pensando que tudo vai dar certo já é foda… você contra você mesma só pode dar merda”.
Só eu sei o quanto essa frase ficou ecoando na minha cabeça essa semana.
