anyway…
pra curar a ressaca moral, resolvi ir às compras e fazer as unhas. Enquanto esperava secar, descobri mais um joguinho.
Adorei reunir coisas randômicas – e passei a olhar trabalhos graficos de outra maneira…
Chama-se meu primeiro disco.
1) acesse http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random – o título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda.
2) vá pra http://www.quotationspage.com/random.php3 – as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.
3) acesse http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/ – a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco.
Depois é só arrumar tudo no photoshop.
Olha o meu:

Um, dois, três… testando
Ok, li um texto e escrevi pra uma pessoa, tenho direito a um post rapidinho.
Eu durante a semana:
- eu e a Gaëlle funcionamos à base de vários chás pelo dia a fora. Daí eu perguntei se ela ia querer um chá, ela disse que sim. Automaticamente, peguei o celular dela, ao invés da xícara. Percebi a tempo, o que é uma pena, porque no final fiquei curiosa pra saber se eu ia derramar o chá no celular ou jogar o celular dentro da chaleira.
- depois de fazer faxina, fui guardar as luvas e o pano de chão na… geladeira!
- traduzindo um texto em inglês pro português, me deparei com strengthens. Ok, fácil essa, é enfortecer. Putz, mas perai, enfortecer? Ah, não, é fortificar! Claro, não existe enfortecer. Foi só dois dias depois que me veio à cabeça o verbo fortalecer…
Andando em círculos…
Porque eu sou difícil, né? Eu sei que eu sou. Uma parte importante minha gosta de ser bem metódica, e se as coisas não seguem uma certa ordem, tudo desanda e vira uma bola de neve na minha cabeça. Daí em vez de parar, encarar logo a situação e minimizar os problemas; não, eu vou deixando passar.
Nesse momento isso se mostra em varias facetas, mas a que tem me incomodado mais é a que diz respeito a pessoas que eu adoro de paixão e com quem eu travei. Por um motivo bobo (eu deixei o aniversario delas passar em branco), e agora acho que é muito tarde pra surgir do nada com um e-mail banal; mas também não consigo sentar e escrever decentemente algo que elas mereçam. O fato de ter recebido parabéns delas pelo meu aniversario só piorou a situação.
Ok, a maioria não vai entender a profundidade desse processo cíclico. Mas eu entendo e é assim que eu funciono. Me cabe em muitas outras coisas. Como por exemplo começar a atrasar pra postar aqui e acabar deixando muita coisa passar. Ou o fato de não conseguir fazer minha analise de projeto pra entregar na facu me impedir de estudar pra prova de sexta que vem. Alias, meu, p-r-o-v-a!! Acho que a ultima que eu encarei de fato foi no final de 2004… estou totalmente desacostumada.
Bom, então o negocio é o seguinte. Não volto a postar enquanto não seguir minhas metas de estudar e retomar contatos. Ok?
beijo tchau!
on the rooftops
Sabado de tarde recebo um convite: to fazendo costela, vem aqui. Nem tava com fome, mais pra la do que pra ca, querendo so a minha cama, mas fui. A carne tava otima, tava quaase calor, a chuva deu uma trégua e acabamos indo tomar sol no telhado. Pode soar como churrasco na laje, mas me deu vontade de sair explorando outros telhados ao som de Mary Poppins…
161
então, ainda não deu tempo de escrever sobre o fim de semana, que envolveu demolição (de verdade!) e observações mentais sobre a diferença dos contextos francês e brasileiro da construção (inspiradas por larga discussão ocorrida na lista de e-mail da minha turma, da qual não tive pique nem tempo de feedback pra poder participar a tempo). Um dia chega meu texto…
enquanto isso, vou começar por aqui uma corrente que já nem me lembro onde encontrei. A brincadeira é abrir o primeiro livro que vir pela frente na pagina 161 e copiar no seu blog a 5ª frase.
A minha é essa:
“another dwarf appeared.”
The Chronicles of Narnia, C. S. Lewis, da Harper Collins.
E ai? Quem ta lendo o quê?
Páscoa.
Aqui sexta feira santa é santa, mas não é feriado. Este fica pra segunda, depois do domingo de páscoa. Ok. Então vamos trabalhar e terminar a semana.
Sexta também começou a primavera… e as boas-vindas foram com neve. Tipo, nevou sexta, domingo e segunda… choveu um monte também e quase não ficou branquinho no chão, mas deu pra despedir do inverno. Quem não tinha visto neve ainda, pôde ver. E a páscoa teve assim um jeito de natal…
Depois de muito tempo, passei um fim de semana inteiro sem remorsos por não ter estudado. Me dei verdadeiras férias mentais.
Comi um monte. Teve arroz, feijão e ovo frito como janta e filme até duas da manhã na sexta. Mini faxina e ida à lavanderia no sábado, saidinha à noite. Domingo apadrinhei meus bixos que estão fazendo intercambio aqui e fiz o almoço de páscoa; daqueles de passar o dia inteiro junto, comer, ver filme e conversar até sentir fome de novo. E saber que ainda tinha uma segundona de feriado… pra poder acordar tarde mais uma vez e ir fazer brigadeiro com a minha família favorita dessas bandas, com sua primogênita bilíngüe fofíssima… E terminar a noite na minha republica favorita, tranqüila.
—–
Pensar me deixa inquieta. Quero a sensaçao do barulhinho de neve caindo no guarda chuva dentro de mim.
querer
lugar: showzinho de banda anônima em centro acadêmico universitário. Tudo muito parecido com o ambiente da minha facu, exceto o único mega fator que tudo muda: não se trata de sanca city, mas da terra da noz e seus habitantes.
personagens: meninas fazendo intercambio por aqui esse ano, e eu; numa saída pra comemorar o aniversario de uma delas.
a queixa: a lerdeza ou total inexistência de iniciativa masculina francesa.
E eis que a dita aniversariante, movida pelo que lhe é particular, pelos meses já passados pela terra da noz e também pelo fator ‘aniversario’, resolve que quer beijar um francês. O alvo, que ela acha bonitinho, estava no meio da muvuquinha da frente do palco e completamente absorvido pela musica, longe do mundo.
Vários minutos de hesitação… mas eu digo: que cara hétero vai te recusar um beijo? Eles podem ser lerdos, mas são homens.
E finalmente ela vai. Aproxima-se dele e vai conhecendo o terreno. Eu e as outras duas ficamos de olho, de longe. De repente, começa uma musica mais lenta, perfeito! Ela chega e fala alguma coisa, ele faz cara de que não entendeu, ela repete e eu leio nos lábios dele: não! Como assim? Ele disse não? PQP, caiu meu mundo, encontramos um francês que recusou um beijo, meeeeeudeeeeeeeeus… Mas não, perai, eles continuam a conversar e rola o beijo! As três aqui desse lado rolando de rir, sem acreditar na coragem dela. Acabou a musica, acabou o beijo, eles trocam umas palavras, e ela vai pro banheiro.
E ai é o que eu mais gostei da historia toda: ele ficou lá sozinho, no meio da multidão, voltou pro mundo da musica, mas não conseguia conter um sorriso que volta e meia vinha no canto da boca…
Eu tenho certeza que a vida dele se dividiu entre antes e depois dela. E a dela seguiu, com um gostinho de mission acomplished.
E tudo isso me faz pensar muito.
Que eu não to mais no pique pra essas coisas. Que isso me faz me sentir mais velha, mas não digo isso com a aura negativa. Porque também me faz pensar que a gente tem que agir pra conseguir o que se quer; que isso pode estar mais perto e ser menos sofrido do que a gente imagina.
Basta saber o que se quer.
…
Antes de vir pra cidade da noz, passei tudo o que eu possuía de musica pra mp3, além de copiar varias coisas de muitas amigas. Como ela disse, parecia que eu ia viver num mundo sem musica. Mas eu tremia só de pensar que talvez pudesse não ouvir o que eu quisesse quando me desse na telha. De modos que desde então, meus cds estão numa caixa de papelão e eu só lido com arquivos virtuais. Vivendo de doações de amigos e outros métodos ilegais pra poder satisfazer minhas necessidades musicais, eis que hoje quis virar uma pagina na minha vida e fui procurar um site que vendesse um álbum em mp3.
Tipo, né, vamos todos andar juntos na busca de um mundo melhor, sustentável, etc…
E daí que na amazon americana, os arquivos só valem pra quem mora por lá. A filial daqui não é tão avançada e nem tem a opção dos álbuns em mp3. A única loja que eu achei, não tem mp3, tem um formato estranho que ainda vem com limitações de gravações e transferências pra players.
Tipo, eu tentei, ta? Eu tentei ser uma pessoa decente. Mas o mundo não coopera.
Esclarecimentos
Assim como a vida, o mundo dos blogs me pega peças. Às vezes você escreve uma coisa à toa e todo mundo comenta animado. Outras, você passa o dia imaginando como será a reação do “público”, e o resultado não é como o esperado.
Então, o post anterior foi meio assim, insosso… né? Talvez seja por conta da minha memória fotográfica de elefante. Porque eu tenho A capacidade de guardar coisas inúteis na minha cabeça, que fazem sentido só dentro de mim, mesmo. Mas vamos às explicações:
A Ma acertou, é um desenho feito pelo Spencer, no ultimo dia de aula do primeiro ano, quando saberíamos nossa média. Acho que fiquei emocionada mais pelo fato de encontrar um arquivo existente de algo que só existia pra mim como memória, do que pelo objeto em si. Mas foi assim, vi a foto e me lembrei na hora do dia. Daquelas aulas que terminavam a semana, das minhas primeiras impressões do Spencer (como pessoa doida) e das que ficaram por ultimo (ok, ele não é normal, mas é gente boa pra c… e tem um p… senso de plástica).
Aff… nostalgia mesmo.
Mas tem nada não… a gente segue indo em frente. BTW, finalmente melhorei da gripe. Agora é só terminar o trabalho pra entregar essa semana na facu. Mas, claaaaro que eu fujo disso como o diabo foge da cruz e ao invés de fazer o dito cujo, fico aqui escrevendo ou vagabundando pela Internet.
Preciso me agarrar às minhas resoluções de ano novo ou elas irão por água abaixo…
Sorriso de criança
Terça passada eu e a Deca fomos num barzinho com umas amigas, entre elas uma que não mora mais aqui. Apesar de amar de coração essa menina, nós duas estávamos naqueeeela vontade de sair. Porque, né, a gente trabalha no dia seguinte e tals, e se é pra matar a saudade, vamos jantar juntas… é, eu to ficando velha mesmo.
Bom, mas fomos. E sabe quando você se surpreende? Foi bastante gente da turminha, e acabamos conhecendo um pessoal no bar, incluindo um brasileiro que faz doutorado aqui e um francês que mora com ele, que acabaram passando a noite na nossa mesa, de boa. E esse francês convidou a gente pra ir jantar sexta (ontem) na casa dele. Não achei que fosse de verdade, mas daí ele ligou e tudo, disse que tava indo comprar as coisas pro jantar. Como disse a Deca, ‘nossa, o moço tava animado’. E daí que todo mundo debandou por variados motivos e eu me vi sozinha pra ir nesse jantar. E mesmo assim eu fui. Eu, que deteeeeesto chegar sozinha em algum lugar. Mas dessa vez tinha uma vozinha dentro de mim que dizia que estava tudo bem.
E de novo passei uma noite bacana. Os meninos foram super legais, e tudo correu tranqüilo. (ufa…) E o melhor foi que eu conheci o Campeão da Europa de Magia! E não é zoeira! E ele é uma pessoa normal, que trabalha normal, e faz mágica por hobby. Sabe aqueles truques que passam na tv? Então, eu vi ao vivo, na minha frente, até encostei o dedo. E trouxe pra casa a carta em branco que marquei e que vi aparecer e desaparecer no meio do baralho, e terminou escondida dobrada dentro de uma caixa dentro de outra caixa, que estava na mesa o tempo todo. !!!!
Ok, eu sou pior que criança, mas a-d-o-r-e-i!
Eis-la:



