Páscoa.

26 March, 2008 at 12:58 am (cotidiano)

Aqui sexta feira santa é santa, mas não é feriado. Este fica pra segunda, depois do domingo de páscoa. Ok. Então vamos trabalhar e terminar a semana.

Sexta também começou a primavera… e as boas-vindas foram com neve. Tipo, nevou sexta, domingo e segunda… choveu um monte também e quase não ficou branquinho no chão, mas deu pra despedir do inverno. Quem não tinha visto neve ainda, pôde ver. E a páscoa teve assim um jeito de natal… 

Depois de muito tempo, passei um fim de semana inteiro sem remorsos por não ter estudado. Me dei verdadeiras férias mentais.

Comi um monte. Teve arroz, feijão e ovo frito como janta e filme até duas da manhã na sexta. Mini faxina e ida à lavanderia no sábado, saidinha à noite. Domingo apadrinhei meus bixos que estão fazendo intercambio aqui e fiz o almoço de páscoa; daqueles de passar o dia inteiro junto, comer, ver filme e conversar até sentir fome de novo. E saber que ainda tinha uma segundona de feriado… pra poder acordar tarde mais uma vez e ir fazer brigadeiro com a minha família favorita dessas bandas, com sua primogênita bilíngüe fofíssima… E terminar a noite na minha republica favorita, tranqüila.  

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Pensar me deixa inquieta. Quero a sensaçao do barulhinho de neve caindo no guarda chuva dentro de mim.

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les poupées russes

25 March, 2008 at 12:53 am (cinema)

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J‘ai repensé à toutes les filles qui j’avais connu, avec qui j’avais couché ou même que j’avais seulement désiré. Je me suis dit qu’elles étaient comme des poupées russes. On passe sa vie entière à jouer à ce jeux là: on est curieux de savoir qui sera la dernière; la toute petite qui était cachée depuis le début dans toutes les autres. On ne peut pas l’attraper directement, on est obligé de suivre un cheminement: il faut les ouvrir, l’une après l’autre, en se demandant à chaque fois “est-ce que c’est elle la dernière?”

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querer

13 March, 2008 at 11:17 pm (cotidiano)

lugar: showzinho de banda anônima em centro acadêmico universitário. Tudo muito parecido com o ambiente da minha facu, exceto o único mega fator que tudo muda: não se trata de sanca city, mas da terra da noz e seus habitantes.

personagens: meninas fazendo intercambio por aqui esse ano, e eu; numa saída pra comemorar o aniversario de uma delas.

a queixa: a lerdeza ou total inexistência de iniciativa masculina francesa.

E eis que a dita aniversariante, movida pelo que lhe é particular, pelos meses já passados pela terra da noz e também pelo fator ‘aniversario’, resolve que quer beijar um francês. O alvo, que ela acha bonitinho, estava no meio da muvuquinha da frente do palco e completamente absorvido pela musica, longe do mundo.

Vários minutos de hesitação… mas eu digo: que cara hétero vai te recusar um beijo? Eles podem ser lerdos, mas são homens.

E finalmente ela vai. Aproxima-se dele e vai conhecendo o terreno. Eu e as outras duas ficamos de olho, de longe. De repente, começa uma musica mais lenta, perfeito! Ela chega e fala alguma coisa, ele faz cara de que não entendeu, ela repete e eu leio nos lábios dele: não! Como assim? Ele disse não? PQP, caiu meu mundo, encontramos um francês que recusou um beijo, meeeeeudeeeeeeeeus… Mas não, perai, eles continuam a conversar e rola o beijo! As três aqui desse lado rolando de rir, sem acreditar na coragem dela. Acabou a musica, acabou o beijo, eles trocam umas palavras, e ela vai pro banheiro.

E ai é o que eu mais gostei da historia toda: ele ficou lá sozinho, no meio da multidão, voltou pro mundo da musica, mas não conseguia conter um sorriso que volta e meia vinha no canto da boca…

Eu tenho certeza que a vida dele se dividiu entre antes e depois dela. E a dela seguiu, com um gostinho de mission acomplished 

E tudo isso me faz pensar muito.

Que eu não to mais no pique pra essas coisas. Que isso me faz me sentir mais velha, mas não digo isso com a aura negativa. Porque também me faz pensar que a gente tem que agir pra conseguir o que se quer; que isso pode estar mais perto e ser menos sofrido do que a gente imagina.

Basta saber o que se quer.

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3 March, 2008 at 12:30 am (cotidiano)

Antes de vir pra cidade da noz, passei tudo o que eu possuía de musica pra mp3, além de copiar varias coisas de muitas amigas. Como ela disse, parecia que eu ia viver num mundo sem musica. Mas eu tremia só de pensar que talvez pudesse não ouvir o que eu quisesse quando me desse na telha. De modos que desde então, meus cds estão numa caixa de papelão e eu só lido com arquivos virtuais. Vivendo de doações de amigos e outros métodos ilegais pra poder satisfazer minhas necessidades musicais, eis que hoje quis virar uma pagina na minha vida e fui procurar um site que vendesse um álbum em mp3.

Tipo, né, vamos todos andar juntos na busca de um mundo melhor, sustentável, etc…

E daí que na amazon americana, os arquivos só valem pra quem mora por lá. A filial daqui não é tão avançada e nem tem a opção dos álbuns em mp3. A única loja que eu achei, não tem mp3, tem um formato estranho que ainda vem com limitações de gravações e transferências pra players.

Tipo, eu tentei, ta? Eu tentei ser uma pessoa decente. Mas o mundo não coopera.

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