Fim de semana programado pelo Jean Loup

13 November, 2007 at 11:58 pm (viagens)

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Trabalhar até tarde na sexta – viagem de carro de 3 horas – neve na estrada (a primeira do ano!) – chegar às 23:30hs – quase encontrar um javali – jantar numa sala no meio do mato, normalmente usada para abrigar caçadores – fogo na lareira – costela de carneiro grelhada, vinho, pão e queijo de cabra – cerveja e hino do caaso às 3:30 da manha com vista pra uma falésia – dormir quase 3 horas – acordar cheirando chaminé, sem terminar a digestão e ainda com álcool no sangue – torrada com tomme de chèvre derretido e mel no café da manhã– encontrar um nascer do sol maravilhoso e finalmente ver a paisagem de onde eu estava – outono! – vinhedos, lavandas, vinhedos, oliveiras, vinhedos, cerejeiras, vinhedos – rally … é, rally mesmo – comer poeira – ficar boa parte do dia sem água nem comida – conhecer o tal do vento mistral (numa palavra: pqp!) – encontrar água, biscoito e chocolate – mais rally – visita e degustação de vinhos em 3 caves, com estomago vazio e poeirenta – mais costela de carneiro! – sonooooo….. – acordar de novo às 6:30 da manhã – mais rally – passear pelos vinhedos e comer uvas do domaine do chateauneuf du pape – almoçar! – mais rally – mais uma visita e degustação de vinhos – socar tudo no carro e voltar pra grenoble cinzenta – chegar morta de cansaço, com olheiras enormes e nariz vermelhinho, mas com o sol do sul no coração, por um fim de semana surpreendentemente legal.

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Cara lavada

5 November, 2007 at 1:01 am (Uncategorized)

Há meses estou com a cabeça longe. Longe de tudo que seja prático e palpável. Criei uma realidade que não existe, uma fantasia de criança e resolvi viver fora do concreto.

Nesse sonho, me relacionei com o nada. Tive conversas intermináveis, risos, confidências e até brigas. Como resposta, tive o vazio. A lembrança de que o sonho nunca saiu da minha cabeça e atingiu seu destino. Que não houve troca.

No meio tempo me perguntava se poderia acreditar em meus instintos. Queria que eles fossem reais. Mas no fundo sabia que nunca tive uma intuição muito boa.

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Abstração de outono

1 November, 2007 at 8:10 pm (cotidiano)

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Pois é, o outono chegou e já está acabando bem depressa. Na semana passada acabou o horário de verão daqui, e agora o sol se mostra cada vez menos. Apesar da perspectiva de um longo inverno não ser la super animadora, eu acho linda a paisagem agora.

Não sei se no outro outono eu tinha acabado de chegar e tinha muita coisa na cabeça pra prestar atenção direito, ou se agora foi o fato de passar todo o verão aqui e conseguir ver as mudanças; mas nos últimos dias eu vivo brigando comigo mesma por não andar com a maquina pra todo lado. O caminho de todos os dias muda a cada dia. As cores vão do amarelo pálido ao laranja forte, com um fundo verde das árvores que não perdem as folhas. E salpicado aqui e ali, um vermelho rosado lindo, pra mim o êxtase de toda a composição.

Eu devo parecer uma tonta que anda pela cidade olhando as árvores. De carona pra ir pro trabalho com a Gaëlle, quase não consigo manter uma conversa decente. E então que outro dia, encontrei um galho com folhas super vermelhinhas, o único de uma árvore inteira. Antes que eu pudesse pensar melhor, ele mudou de cor num segundo, ficou verde forte. 

E sim, era a luz de um semáforo escondido atrás do tronco da árvore. 

E eu resolvi voltar ao mundo.

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