La grosse gourmande!
Então… quem me conhece bem sabe que eu sou boa de garfo. Em casa a cozinha sempre foi o melhor lugar da casa, seguida da varanda com a mesa compriiida para os dias de festa. E graças à mama, acho que hoje como de quase tudo e adoro experimentar coisas novas. Minhas nostalgias de viagens e lugares que morei sempre incluem lembranças de uma comidinha típica aqui e ali, e não posso negar que estar aqui na cidade da noz é um perigo pra balança.
Mas só ter tudo à disposição às vezes não adianta. O que acho mais legal é descobrir os “costumes alimentares” do local; misturar coisas que a minha cabeça nunca cogitaria. Por exemplo, descobri com a Gaëlle que iogurte natural com uma colher de crème de marrons (acho que é a origem do marrom glacê) fica uma delicia como sobremesa. Com a mulher do Philou, uma receitinha de cogumelos super fácil: champignons de paris grandes, tire a pele, pique os cabinhos e misture com aqueles queijos com alho e ervas finas que vende pronto no supermercado, recheie os cogumelos e leve pra assar. Com o Xuxu da Re, uma carne de panela maravilhosa que leva pain d’épices (um tipo de pão de mel) no molho! E na semana passada a Evi e o Mathieu fizeram um gratin d’aubergines que merece um prêmio. E o melhor é que é fácil de fazer: dourar 3 berinjelas em fatias no forno por + ou – 20 minutos, enquanto se prepara o molho: cebola e alho refogados, 1 pimentão vermelho e 5 tomates em cubos, sal, pimenta do reino e deixar apurar por 10 minutos. Depois adicionar uma colher de vinagre de vinho, purê de tomate, 1 ½ colher de mel, 100ml de leite e 125 g de ricota; misturar o molho às berinjelas, queijo ralado por cima e mais 20/25 minutos de forno. Tudo de bom, garanto!
Rapidinho…
O post é super rápido mesmo, só pra explicar o sumiço repentino.
Então, eu tinha um vizinho muuito barulhento, que dormia às 4 da manhã, sempre convidava os amigos pra festinhas, ouvia música no último e acho que tb por isso estava ficando surdo, o que piorava todos os outros inconvenientes. Meu primeiro mês aqui foi um inferno, e eu acabei quase chorando na porta dele às 3 da manhã de um dia de semana, falando que eu não conseguia seguir o ritmo dele, DIMINUI A MUSICA, PELAMOR! Ao longo dos outros seis meses, a coisa foi gradativamente ficando menos pior, mas não me tirava a sensação de dividir apartamento, quando na verdade eu moro sozinha. Depois de muitos pedidos pra ele ficar quieto, e pra eu tentar mudar de quarto, consegui! Mudei na semana passada! Em 12 horas estava com todas as minhas coisas no quarto exatamente acima do meu.
E viva o silêncio!
Se não tanto o silêncio, viva o barulho de gente normal que agora é minha vizinha!
Viva minha sanidade psicológica também.
Pois é, mas com essa, fico sem Internet por no mínimo duas semanas. Por isso o sumiço por aqui. Mas passa rápido e daqui a pouco eu volto.