Persepolis

19 August, 2007 at 12:12 pm (cinema)

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Pra mim, definitivamente o filme do ano. 

Marjane Satrapi é iraniana e criou uma HQ chamada Persepolis, em que escreve sobre sua infância e adolescência, vividas entre uma revolução, a guerra Irã x Iraque, a vida em Teerã e um período em Viena. E depois resolveu transformá-la em filme, com a ajuda de Vincent Paronnaud.

O filme é lindo, um desenho animado diferente, com uma arte em preto e branco maravilhosa. Pra rir e chorar, e conhecer um pouco mais a historia do Irã.

trailer original: http://www.allocine.fr/video/player_gen_cmedia=18733354&cfilm=110204.html

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Sabadão…

14 August, 2007 at 12:20 am (cotidiano)

E então que é verão na cidade da noz. E como boa cidade universitária, ela vira cidade fantasma, pois todo francês que se preza tira férias em agosto e vai pra praia. Só sobram as pessoas presas ao local por laços estudantis ou empregatícios, como é o meu caso, e o da Deca e da Elô, trabalhando em fase final de TGI…

Mas daí é sábado, né? E é bom fazer alguma coisa, né? Por favor, né? “E o que vc prefere? Whisky ou vodka?” – ai, meu fígado, mas vamos lá! Resolvemos fazer uma noite só para meninas, com o objetivo claro de ficar bêbadas e falar besteira.

 Ok… sabe como terminou a noite? Com a Absolut fechadinha em cima da mesa, e as três confortavelmente tomando chazinho, às duas da manhã.  

Mulher é foda, né?

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repeat eterno de hoje

12 August, 2007 at 2:10 am (musica)

Hang On Little Tomato (Pink Martini)

The sun has left and forgotten me
It’s dark, I cannot see
Why does this rain pour down
I’m gonna drown
In a sea of deep confusion

Somebody told me, I don’t know who
Whenever you are sad and blue
And you’re feelin’ all alone and left behind
Just take a look inside you and you will find

You gotta hold on, hold on through the night
Hang on, things will be all right
Even when it’s dark
And not a bit of sparkling
Sing-song sunshine from above
Spreading rays of sunny love

Just hang on, hang on to the vine
Stay on, soon you’ll be divine
If you start to cry, look up to the sky
Something’s coming up ahead
To turn your tears to dew instead

And so I hold on to this advice
When change is hard and not so nice
If you listen to your heart the whole night through
Your sunny someday will come one day soon to you

(http://www.youtube.com/watch?v=2MbXdfiDXXo) 

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ONCE UPON A TIME II – A MISSÃO!!!

10 August, 2007 at 10:08 pm (memorias)

Desde que escrevi o titulo do primeiro post, uma história ficou martelando na minha cabeça… Há muuuito tempo atrás, meu primo dava aulas de inglês para adolescentes. Um dia foi corrigir as redações e se deparou com a seguinte historinha:        

“Once upon a time, there was a little criancinha, dependurated by the janelinha. Three policemen were passing by and saw the little criancinha dependurated by the janelinha. One policeman said: Oh my God, there’s a little criancinha dependurated by the janelinha!” … 

Não sei se a historia termina ai, mas adoro essa redação. Não tirando o mérito do garoto autor da historia, meu primo soube floreá-la e contá-la com um humor só dele, como muitas outras. Nunca vi o filme Down by Law, mas sei de cor uma cena que o cara fala sobre a mãe italiana, lembrando da performance do Lallo: “my motherrr, she’s italian, my motherrr… She prrreparrres a verry good rrabit, my motherrr…”

Anyways, não fica tão engraçado sem som, e sem conhecer a pessoa em questão. 

Puta saudade de você, viu?

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Trabalhando chez Philou

10 August, 2007 at 6:55 pm (cotidiano)

Como etapa imprescindível para a validação deste meu ano “escolar” existe um estagio, de no mínimo dois meses, a ser feito antes do fim de setembro. Comecei a me mexer desde abril, mas é claro que eu só consegui achar um escritório que me aceitasse em julho. Assim, entregando o contrato na escola um dia antes da data limite. E deu-se que cheguei até meu atual chefe de duas maneiras: mandei um e-mail (graças à Paula! mille fois merci, chérie!) e enquanto aguardava resposta continuei fazendo contato com outros escritórios. Uma arquiteta me ligou e quase deu certo de eu trabalhar com ela, mas ela foi simpática e entrou em contato com um amigo que poderia me empregar. E era o mesmo arquiteto pra quem eu tinha mandado o e-mail.

Bom, liguei pra ele e combinamos de almoçar. E então que Philou chega com as duas filhas e uma sobrinha pro nosso almoço de “negocios”, e falando português comigo! Descobri que ele já fez intercâmbio no Brasil, casou com uma brasileira e morou um tempo na terrinha, quando nasceu sua primeira filha. Ele também gosta de arquitetura japonesa e sabe que eu, formada em São Carlos, recebi uma formação modernista. Onde acharia outro francês que me entenderia mais?

Então eu comecei o estagio. Naturalmente meio perdida nos primeiros dias, depois meio sem nada pra fazer (porque ele saiu de férias e ficamos só eu e a Gaëlle, a outra arquiteta que trabalha lá), mas essa semana foi mais agitada. E eu percebi que ele é muito mais brasileiro que francês… Pra começar, o escritório é na varanda da casa dele, num vilarejo de uns 500 habitantes, no máximo, e a 20 km de Grenoble, o que implica na falta de opção de restaurantes e na impossibilidade de voltar pra casa pra almoçar. Então, almoçamos na casa dele, com a família! E claro que a gente leva o nosso almocinho, mas eles sempre oferecem uma salada, um queijo ou um salame. Como bom francês, ele gosta de uma taça de vinho no almoço, e também oferece pra gente, mas eu e a Gaëlle preferimos combater o sono e ficar sem o vinho, mesmo. Daí ele entendeu e agora nem oferece mais, já chega com os nossos copos cheios, mesmo. Nesta semana começamos a conversar sobre comidas brasileiras, e não é que ele me traz uma caixa cheia de paçoquinha? E depois ainda teve bananada e quebra-queixo (aquele doce de coco e caramelo), que estava na geladeira desde 2005. Ficamos eu e ele analisando o estado do quebra-queixo. Eu peguei um, desenrolei e cheirei… não tinha cheiro de nada, nem de bom nem de estragado. Ele catou da minha mão e mordeu um pedaço, e disse que estava bom. Eu experimentei e realmente não estava estragado. Me lembrei de quando eu era criança, tinha um velhinho que vendia quebra-queixo passeando pelo meu bairro tocando um triangulo. Sabores conhecidos, de casa, de família, me fizeram viajar. Philou ofereceu o quebra-queixo pra Gaëlle experimentar. E eu só acordei dos meus pensamentos ao ver a reação dela, que cortou um toquinho do doce com uma faca e experimentou por pura educação. Percebi que não estava no Brasil, e que aquela iguaria “exótica” estava na geladeira desde 2005 e ainda tinha sido mordida por duas pessoas. 

Fala sério, a francesa foi corajosa!

ps: deixo registrado que Philou é um apelido carinhoso inventado pela Gaëlle, não por mim!

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ONCE UPON A TIME…

8 August, 2007 at 5:37 pm (Uncategorized)

… there was a girl. Just a girl. 

Tai, criei meu blog. Pensei que este dia chegaria bem mais tarde. Mas deixei de lado as idéias de que não tenho nenhuma observação filosófica inédita pra ser publicada, e resolvi escrever sobre o nada cotidiano, mesmo. Como todo mundo, né? Que seja como desabafo, que seja uma maneira de deixar pessoas queridas mais à par da minha vida, whatever… Sem maiores pretensões.

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